segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Esperanças


Um ano que começa. Muitas coisas acontecendo. Mudanças muitas. Quero outros ares. De vez em quando o passado entra pela porta e dá de cara para você e sai, com medo ou sei lá o que de encarar você. Temos que crescer muito. Fiquei trite porque quando vi alguém, há poucos metros da minha frente, pensei que poderia desejar um bom ano. O ano terminou com surpresas. Estamos vivos para vencer desafios. Tenho vencido tantos. Resolvi trocar Sampa por Fortal. Adoro o mar. Já sofro da minha impaciência crônica com certas coisas. Mas tenho que acreditar que tudo muda para melhor. É a lei Tiririca: pior não fica. Pior é vencer as carências. Somos eternamente carentes. Faz parte do intricado mecanismo da vida superar a si mesmo. 2011 que me aguarde.

sábado, 27 de novembro de 2010

Vi nisso.


Acordei e vi o chiclete, já meio duro, ao lado da cama. Fruto de um amor breve, porém não menos intenso, desses que somos acometidos pelas carências, foi tudo que restou de uma relação efêmera. As dores ficaram. Acordei com dor no peito e dor de ganganta. Tomei um antiflamatório. Minha esperança de beber umas, logo mais a noite, estão se diluindo. Aos poucos, a sensação de ser preterido está passando. Ser o outro, pau amigo, amigo amante, seja lá o que for, está fora de questão. Não sou segunda opção. O ser humano sofre por suas opções. Esse ano é o segundo bonde errado que pego. Sofremos, mas se crescermos, é válido. O abraço final, entre lágrimas e soluços, doeu. Chorei por dentro mas não abriria guarda. Eu também queria ser abraçado. Eu também queria carinho. Tou ficando macaco velho. Tou ficando velho. No fim, resta a companhia das minhas minirosas, que não falam, mas que exalam o perfume em forma de carinho. Vi nisso um sinal. Vi nisso que tenho que partir.

sábado, 23 de outubro de 2010

O MONSTRO


Tem momentos na vida que paramos e nos perguntamos: que estamos fazendo aqui? Pra onde vamos? O que será o amanhã? Meus olhos ainda ardem. Difícil ficar de atestado médico. Nunca tinha ficado. Um desânimo me abateu. Fiquei observando algumas coisas ao meu redor. Conheci recentemente algumas pessoas e cada uma foi uma experiência diferente. Fiquei pensando na minha solidão. Na grande solidão e do medo de ficar só. A carência humana está muito grande. Aprendi com o tempo a lidar comigo mesmo mas nem sempre venço o monstro que há dentro de mim. É mais fácil termos receitas para os outros, mas não temos nenhum remédio para alguns dos nossos males. O processo da escrita nos faz refletir muito além do ser humano. Ninguém pode julgar ninguém. Julgamos diariamente. Constantemente. Hoje quis mudar o mundo mas o mundo não quis ser mudado. Podemos errar. Temos direito de errar. Tudo passa.

sábado, 4 de setembro de 2010

Viver


Chorar é uma das coisas mais difíceis para os homens. Constantemente, acuados por uma sociedade machista e maxista, ele chora escondido, ou reprime, gerando marcas para a vida inteira. Depois das obrigações de Amélia, da louça do café-da-manhã e do jantar de ontem, sentei em frente a televisão e parei no canal que passava Billy Elliot. Revi parte do filme e chorei no fim. Uma história que fala sobre as dificuldades que passamos quando queremos sonhar e realizar nossos sonhos. Revendo a trajetória de meus pais e familiares, vejo que sou um privilegiado. Já realizei o maior sonho, agora só faltam pequenos sonhos. Mas há os obstáculos humanos e naturais a vencer. Há eu mesmo a vencer. Há o destino. Há um mundo de coisas que nos fazem ver que podemos vencer qualquer coisa, inclusive a nós mesmo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Chuva

Choveu em São Paulo. Hibernei como um urso. Eu sou um urso. Fiquei pensando naqueles pobres que perderam suas casas num incêndio noite passada. Há muitos sem-teto pela cidade. Sem-família. Sem-amor. São Paulo é um cidade sem.Há muitas diferenças sociais. A solidão é enorme. Fui caminhando para o cinema. Queria abstrair um pouco dos problemas. Leio que um amigo sente-se só. Tento dar uma força e convidá-lo ao cinema. Fui só mesmo. Ri um pouco. A chuva trouxe um ar mais saudável. Podemos respirar melhor.O inverno enfim chegou.Amanhã é outro dia.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Azuis


Acordei cedo. A luz foi surgindo aos poucos. A preguiça foi indo embora. Meu pensamento em azul. Uma sensação de prazer e desejo. Meu nariz não me permitia buscar o cheiro de ontem. Havia apenas copos e pratos sujos . Busquei ouvir Abel Korzeoniwski. Havia a sensação de algo bom, num curto espaço de tempo. Olho na janela e vejo minhas pequenas rosas. Lindas. Lindo. A música cresce e a necessidade de escrever, descrever é latente. Como a música traduz meu espírito nesse momento. Os olhos enchem de lágrimas mas elas não caem há algum tempo. A cama desarrumada. Vivienne Westwood jogada no chão. O som dos violinos transpondo o tempo e o espaço da alma. Por que as pessoas têm tanta dificuldade em falar o que vai dentro do âmago? As coisas boas assim como as ruins marcam consideravelmente nosso espírito. Mas aqui estão as marcas boas de uma noite efêmera. Por um minuto, fecho meus olhos e me transponho apara aquela duna, em forma de pirâmide onde rezei muitas vezes. É a música com seu poder de mudar o tempo e o espaço. Violinos. Nessas horas lamento ter largado as aulas de música. O tempo corre. Estou escravo do tempo hoje. Escravo de mim mesmo. Mas aqueles olhos não me saem da cabeça. Meu sorriso transborda ao lembrar deles. Azuis. Azuis.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Felicidade

Meu dia começou cedo. Um pensamento longe me acompanhou. Intrigado com os dias e os homens. Pensei nas carências humanas. Somos fracos, uns mais , outros menos. Mas há uns que fantasiam demais e criam situações inusitadas. De repente, estamos no meio de um filme e nem sabemos como e porque fomos parar lá. Coincidência dos fatos. O dia transcorreu na espera do jogo. Cozinhei. Fui até o apartamento das minhas amigas. Uma dor nas costas. Queria uma massagem. Enquanto o Brasil não marca, eu não vejo o jogo. Apenas ouço. E vieram os gols. E pipoca, coca, brigadeiro, creme de galinha e carinho amigo. Felicidade. Brasil será campeão.